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Carta de autorização

Autorize outra pessoa a levantar uma encomenda, tratar de um assunto no banco, na escola ou nas Finanças por si.

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Serviço de Apoio ao Cliente Banco do Sul, S.A. Rua Augusta 2 1100-048 Lisboa
Clara Bernardes Rua dos Espinheiros 14 1250-096 Lisboa Cartão de cidadão 12345678 9 ZZ1 Número de cliente: 40821735
Lisboa, 12 de março de 2026
Assunto : Autorização a terceiro para levantamento de cheque bancário - conta 40821735
Exmos. Senhores, Autorizo o Sr. David Bernardes, portador do cartão de cidadão n.º 87654321 0 ZZ2, a levantar em meu nome o cheque bancário de 4.200,00 euros emitido em 10 de março de 2026 no âmbito da compra de um veículo. Sou titular da conta n.º 40821735 no vosso balcão de Lisboa. A presente autorização é válida de 12 a 20 de março de 2026, inclusive, e destina-se exclusivamente a este levantamento. Não confere poderes para qualquer outro movimento, transferência ou pedido de informação sobre a conta. O Sr. David Bernardes apresentará esta carta juntamente com o seu documento de identificação. Junto cópia do meu. Podem contactar-me pelo 910 123 456 caso pretendam confirmação antes da entrega. Com os melhores cumprimentos,
Clara Bernardes

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Carta de autorização: o que verifica quem a recebe

Uma carta de autorização é o escrito assinado com que você permite que uma pessoa concreta atue em seu nome numa diligência determinada: levantar uma encomenda, aceder a um processo clínico, ir buscar um menor à escola ou realizar uma operação pontual no banco. É a versão informal da procuração e, para a maioria das diligências do dia a dia, é exatamente o que a entidade espera.

Que seja aceite não depende quase nunca da redação, mas de quem está ao balcão poder confirmar depressa quatro coisas: quem é você, quem está a indicar, o que essa pessoa pode fazer exatamente e até quando.

Quando não chega e é preciso procuração

  • Compra e venda de imóveis e escrituras: exige procuração com reconhecimento de assinatura ou lavrada por notário.
  • Movimentação continuada de contas: os bancos impõem o seu próprio impresso, assinado ao balcão.
  • Representação perante a Autoridade Tributária ou a Segurança Social: existem sistemas de autorização próprios no Portal das Finanças e na Segurança Social Direta.
  • Decisões se perder a capacidade: a carta deixa de servir precisamente quando faria falta. Para isso existe o maior acompanhado, decretado pelo tribunal.

Se o seu caso está nesta lista, o caminho é uma procuração.

Os seis elementos verificados

  1. A sua identificação completa: nome, número de identificação civil, NIF, morada e o número de cliente, contrato ou processo que a entidade já tenha. É esse número que transforma a carta de um desconhecido na carta de um cliente.
  2. O autorizado, identificável pelo documento: nome exatamente como consta do cartão de cidadão ou passaporte que vai apresentar, e o número desse documento.
  3. Um objeto suficientemente concreto: «levantar o envio com o número de seguimento RR123456789PT» é melhor do que «tratar da minha correspondência».
  4. Datas de início e de fim. As autorizações sem prazo deixam os serviços desconfortáveis, e um serviço desconfortável recusa.
  5. Os limites que quiser deixar escritos: um valor máximo, uma única deslocação, consulta sem cópia.
  6. A sua assinatura manuscrita e a data. Um nome dactilografado não é assinatura; muitas entidades pedem também a assinatura do autorizado.

Os casos mais comuns

  • Banco: para uma operação única costuma bastar a carta com cópia do documento e a indicação exata do montante e do IBAN. Conte com um telefonema de confirmação.
  • Processo clínico: o direito de acesso pode ser exercido por representante, mas a unidade de saúde tem de assegurar-se de que o pedido parte do próprio: cópia dos documentos de ambos e pedido assinado. Telefone antes, quase todos os hospitais têm impresso próprio.
  • Escola: o estabelecimento acrescenta o autorizado à lista de pessoas que podem levar a criança. Indique nome do menor, ano, período e documento do autorizado.
  • Viatura: em Portugal não é exigido nada por escrito, mas nas fronteiras e junto de empresas de aluguer e seguradoras é pedida autorização quando o condutor não é o proprietário. Inclua matrícula, marca, modelo e datas, e confirme a cobertura do seguro.

Revogação

Pode revogar a autorização a qualquer momento. Comunique-o por escrito à entidade, recordando a data de emissão e o nome do autorizado, e guarde o comprovativo de envio. A revogação produz efeitos perante terceiros quando chega, não quando é escrita: havendo algo relevante em causa, envie carta registada com aviso de receção e peça a devolução do original.

FAQ

A carta de autorização precisa de reconhecimento de assinatura?

Para diligências correntes não: basta um escrito datado e assinado à mão, com cópia do seu documento de identificação. O reconhecimento de assinatura ou a procuração notarial tornam-se necessários em negócios sobre imóveis e sempre que a entidade recetora o exija expressamente. Pergunte antes de pagar, porque muitos serviços entregam-lhe o seu próprio impresso em vez de aceitarem um escrito livre.

Qual a diferença entre autorização e procuração?

A autorização concede um poder limitado a uma diligência concreta e caduca na data que indicar. A procuração é um ato formal, muitas vezes com assinatura reconhecida, que pode conferir poderes amplos ou duradouros. Para um recado basta a carta; para imóveis, movimentação continuada de contas ou representação perante serviços públicos é precisa a procuração.

Durante quanto tempo é válida?

Exatamente o que lá escrever. Indique sempre uma data de início e, sempre que possível, uma data de fim: as autorizações sem prazo são recusadas com muito mais frequência. Não havendo data de fim, a maioria das entidades trata-a como válida para uma única utilização ou aplica um limite interno próprio, normalmente entre 30 e 90 dias.

Posso autorizar alguém a pedir o meu processo clínico?

Sim, o direito de acesso pode ser exercido por representante, mas a unidade de saúde tem de assegurar-se de que o pedido parte realmente do utente: junte cópia do seu documento e do documento do autorizado, com pedido assinado. Telefone antes ao serviço de gestão de utentes, porque quase todos os hospitais impõem impresso próprio e marcação.

O autorizado tem de apresentar identificação?

Sim, e a carta deve nomear esse documento com o respetivo número para que ao balcão possam confrontá-los. Leve também cópia do seu. Uma autorização que identifica o autorizado apenas pelo primeiro nome, ou cujo nome não coincide exatamente com o documento apresentado, é a primeira causa de recusa.

Como anulo uma autorização já entregue?

Comunique por escrito à entidade que a autorização fica revogada, recordando a data de emissão e o nome do autorizado, e guarde o comprovativo de envio. A revogação produz efeitos perante terceiros quando chega à entidade, não quando a escreve: havendo dinheiro em causa, use carta registada com aviso de receção e peça a devolução do original.

Este serviço é gratuito?

Ler o início da carta é grátis, até 3 por mês. A carta completa, com o PDF e a cópia por email, custa 2,99 €, sem subscrição.

As cartas são legalmente válidas?

O Lettrio escreve a carta com o formato e as referências habituais no seu país. Leia-a antes de enviar: não é aconselhamento jurídico.