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Declaração de hospedagem

Declare que aloja alguém em sua casa, para um banco, uma escola ou um pedido de visto, com os dados das duas pessoas, a morada e o período.

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DECLARAÇÃO DE HOSPEDAGEM Eu, Pedro Alves Monteiro, portador do Cartão de Cidadão n.º 12345678, nascido em 20 de fevereiro de 1972, em Coimbra, residente na Rua dos Correeiros 40, 1100-162 Lisboa, DECLARO que hospedo na minha residência a Sr.ª Sofia Alves Monteiro, nascida em 5 de setembro de 1998, a partir de 1 de abril de 2026. Declaro que as informações prestadas são verdadeiras e assumo as responsabilidades legais desta declaração. Lisboa, 1 de abril de 2026 Assinatura: Pedro Alves Monteiro

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Declaração de hospedagem e termo de responsabilidade

A declaração de hospedagem é o documento em que declara que alguém vive ou vai ficar em sua casa, de graça, durante um período. Pedem-na bancos, escolas, serviços públicos e consulados. Há dois documentos com nomes parecidos, e entregar o errado pode atrasar um processo semanas.

Dois documentos diferentes

Termo de responsabilidade (Portugal): documento formal para um estrangeiro que precisa de visto Schengen de curta duração (até 90 dias). Quem o assina responsabiliza-se pelo alojamento, pela alimentação e pela eventual saída do país do visitante. Pode exigir reconhecimento da assinatura ou validação na AIMA (Agência para a Integração, Migrações e Asilo, que sucedeu ao SEF) e acompanha o pedido de visto no consulado.

Carta-convite (Brasil): o documento equivalente para um visto brasileiro de visita, apresentado pelo visitante no consulado.

Declaração de hospedagem sob compromisso de honra: escrita por quem aloja, em papel simples, para o dia a dia: abrir uma conta, recensear-se, pedir uma bolsa, provar a morada de um familiar. Não custa nada.

Pergunte sempre à entidade qual dos dois quer.

Termo de responsabilidade para visto

A entrada e permanência de estrangeiros em Portugal rege-se pela Lei 23/2007 (Lei de Estrangeiros). O termo de responsabilidade é pedido em alguns vistos e compromete quem o assina.

Quem pode assinar:

  • Cidadãos portugueses, da UE ou do EEE, ou estrangeiros com título de residência válido;
  • Com habitação adequada;
  • E rendimentos suficientes para garantir o alojamento e o sustento do visitante, se for preciso.

Documentos habituais:

  • Documento de identificação ou título de residência;
  • Comprovativo de morada com menos de 3 meses (luz, água, recibo de renda ou IMI);
  • Contrato de arrendamento ou caderneta predial;
  • Os 3 últimos recibos de vencimento ou a declaração de IRS;
  • Cópia do passaporte do visitante;
  • As datas da estadia;
  • Uma carta-convite com o motivo da visita.

Declaração sob compromisso de honra

Não precisa de validação de nenhuma entidade, mas mentir nela é crime: em Portugal, falsas declarações são punidas pelo art. 348.º-A do Código Penal (prisão até 1 ano ou multa); no Brasil, pela falsidade ideológica do art. 299 do Código Penal (1 a 5 anos).

O que tem de constar:

  1. Quem aloja: nome, data e local de nascimento, morada, profissão, NIF (PT) ou CPF (BR);
  2. Quem é alojado: nome, data e local de nascimento e, se interessar, a relação convosco;
  3. A morada onde a pessoa fica;
  4. O período: desde quando, e até quando se for temporário;
  5. A menção «sob compromisso de honra» e a consciência de que uma falsa declaração é punível;
  6. Local e data;
  7. Assinatura à mão.

A juntar sempre: cópia do seu documento de identificação (Cartão de Cidadão, passaporte ou RG) e um comprovativo de morada recente.

Para um visto de longa duração

Para estudo, residência ou reagrupamento familiar, o consulado costuma pedir, além da declaração:

  • Prova de rendimentos de quem aloja (em regra, pelo menos o salário mínimo);
  • Contrato de arrendamento ou caderneta predial;
  • Uma carta-convite com a natureza e a duração da estadia;
  • Prova do vínculo (certidão de nascimento ou de casamento, contrato de trabalho se o convite for profissional).

Para provar a morada de um familiar

Se aloja um filho maior, um pai ou um cônjuge sem contrato em seu nome, a declaração sob compromisso de honra resolve a maior parte dos casos: conta bancária, recenseamento, bolsa de estudo, Cartão de Cidadão ou RG, inscrição no IEFP ou no SINE.

Validade

O termo de responsabilidade vale para a estadia indicada. A declaração sob compromisso de honra é aceite, em geral, se tiver menos de 3 meses; para processos que se repetem (banco, Finanças), faça uma nova a cada 6 meses.

Se a pessoa paga para ficar

Se recebe renda ou outra contrapartida, já não é hospedagem: é subarrendamento ou alojamento pago, com regras e impostos próprios. Em Portugal, subarrendar exige autorização escrita do senhorio (art. 1088.º do Código Civil); no Brasil, o art. 13 da Lei 8.245/91 tem uma regra semelhante.

Riscos

Falsas declarações: art. 348.º-A do Código Penal em Portugal; art. 299 no Brasil. As penas agravam-se se a declaração servir para obter um subsídio ou um visto.

Auxílio à imigração ilegal: punido em Portugal pelo art. 183.º da Lei 23/2007 e, no Brasil, pela Lei de Migração (Lei 13.445/2017).

Uso da sua morada: guarde cópia do documento de identificação da pessoa que aloja, para se proteger se alguém usar a sua morada indevidamente.

Erros frequentes

  • Entregar o documento errado: termo de responsabilidade e declaração sob compromisso de honra não são a mesma coisa;
  • Esquecer a menção «sob compromisso de honra»;
  • Não juntar a cópia do documento de identificação: é o motivo de recusa mais comum;
  • Comprovativo de morada com mais de 3 meses;
  • Assinar digitalmente quando a entidade pede assinatura à mão.

Com o Lettrio

Indique quem aloja, quem é alojado, a morada e o período. A declaração inclui a menção «sob compromisso de honra» e a referência à falsa declaração (art. 348.º-A do Código Penal em Portugal, art. 299 no Brasil), com local, data e espaço para a assinatura. Imprima-a, assine-a à mão e junte a cópia do seu documento de identificação.

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