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Carta-convite para visto

Convide um familiar ou amigo que precisa de visto: quem convida, quem vem, as datas, onde fica alojado e quem paga as despesas.

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À atenção do Serviço de Vistos Secção Consular da Embaixada de Portugal em Luanda
Maria Sofia Almeida Rua das Flores 42 1200-195 Lisboa Nacionalidade portuguesa Profissão: Diretora de Marketing NIF: 234 567 890 Tel.: 912 345 678
Lisboa, 18 de abril de 2026
Assunto : Carta-convite para visto Schengen de curta duração
Exmos. Senhores, Convido a minha irmã, Joana Almeida Neto, a passar 15 dias comigo em Lisboa, de 10 a 25 de maio de 2026, e peço-vos que lhe concedam um visto Schengen de curta duração (tipo C). Identificação da convidada: Nome: Joana Almeida Neto Data e local de nascimento: 12 de março de 1985, Luanda Nacionalidade: angolana Morada: Rua Rainha Ginga 87, Ingombota, Luanda Passaporte n.º N1234567, válido até 15 de agosto de 2030 Vínculo familiar: é a minha irmã mais nova, como comprova a certidão de nascimento (cópia em anexo). Motivo da estadia: a nossa mãe, que vive comigo em Lisboa, faz 70 anos a 15 de maio de 2026 e vamos reunir toda a família. Datas pretendidas: de 10 de maio de 2026 a 25 de maio de 2026 (15 dias). Local de alojamento: Rua das Flores 42, 1200-195 Lisboa (a minha casa, de que sou proprietária; caderneta predial em anexo). Compromisso financeiro: comprometo-me a assumir a totalidade das despesas de estadia da minha irmã (alojamento, alimentação, transportes locais, seguro de viagem). Os meus rendimentos são comprovados pelos 3 últimos recibos de vencimento e pela última declaração de IRS (em anexo). O Termo de Responsabilidade, com a minha assinatura reconhecida por advogada inscrita na Ordem dos Advogados (cédula n.º 12345L), é igualmente junto ao processo, ao abrigo dos artigos 12.º e 14.º da Lei n.º 23/2007, de 4 de julho. A minha irmã é gerente num banco em Luanda, onde vive com o marido e os dois filhos em idade escolar. Regressa a 25 de maio para retomar o trabalho. Junto cópia do meu Cartão de Cidadão e fico disponível para qualquer esclarecimento. Com os melhores cumprimentos, Maria Sofia Almeida [Assinatura manuscrita] Documentos juntos: cartão de cidadão, comprovativo de morada, caderneta predial, 3 últimos recibos de vencimento, declaração de IRS 2025, Termo de Responsabilidade com assinatura reconhecida, certidão de nascimento da convidada, convite de aniversário.
Maria Sofia Almeida

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Quando é precisa uma carta-convite para visto

A carta-convite é a carta em que quem vive num país convida um estrangeiro para uma visita (turismo, família, negócios ou tratamento médico) e diz onde ele fica e quem paga. A maioria dos consulados pede-a nos vistos de curta duração. Uma carta vaga, sem documentos ou com datas que não batem com o formulário é um motivo frequente de recusa, normalmente justificado com «dúvidas sobre o objetivo da estadia» ou «falta de garantias de regresso».

Os vistos mais comuns

Visto Schengen de curta duração (tipo C): estadias até 90 dias num período de 180, para nacionais de países sujeitos a visto. Base legal: Regulamento (CE) n.º 810/2009 (Código de Vistos) e, em Portugal, a Lei n.º 23/2007, em especial os artigos 12.º e 14.º.

Visto B1/B2 dos Estados Unidos: negócios (B1) ou turismo (B2). A carta-convite não é obrigatória, mas ajuda a mostrar que o visitante vai regressar. Referências: 8 USC § 1101(a)(15)(B) e 22 CFR 41.31. Quem tem passaporte português precisa, em regra, apenas de autorização ESTA; os brasileiros continuam a precisar de visto, com entrevista no consulado.

UK Standard Visitor: turismo, família ou negócios até 6 meses. A carta é recomendada. Referência: Immigration Rules, Appendix V. Os cidadãos da UE não precisam de visto, mas a carta continua útil no controlo de fronteira.

Para vistos de longa duração (estudo, trabalho, reagrupamento familiar) há procedimentos próprios, e a carta-convite sozinha não chega.

Em Portugal: termo de responsabilidade e carta-convite

Para uma visita a Portugal até 90 dias, contam dois documentos:

  • Termo de responsabilidade: o anfitrião assume as despesas da estadia, do repatriamento e de saúde do convidado (artigos 12.º e 14.º da Lei n.º 23/2007). A assinatura é reconhecida por advogado, solicitador ou notário, ou validada na AIMA, que substituiu o SEF em 29 de outubro de 2023. É o documento que vincula o anfitrião e que os consulados portugueses pedem.
  • Carta-convite: explica o motivo, a relação com o convidado, as datas e quem paga. Junte-a ao termo de responsabilidade para reforçar o processo.

No Brasil, a carta-convite para visto de visita segue a Resolução CONIC n.º 90/2010 e o Decreto n.º 9.731/2019, e costuma exigir firma reconhecida em cartório.

O que a carta deve conter

  1. O anfitrião: nome, data e local de nascimento, nacionalidade, morada, profissão, NIF (PT) ou CPF (BR) e situação de residência.
  2. O convidado: nome, data e local de nascimento, nacionalidade, morada no país de origem, número e validade do passaporte.
  3. A relação entre os dois: familiar (com prova), amigo de longa data, parceiro de negócios.
  4. O motivo da visita, com pormenor: um aniversário, um casamento, uma conferência, um tratamento.
  5. As datas de chegada e de partida, e o número de dias.
  6. A morada onde o convidado fica, a mesma do termo de responsabilidade.
  7. Quem paga: todas as despesas, só o alojamento, ou nenhuma se o convidado tiver meios próprios.
  8. A lista dos documentos juntos.

Documentos a juntar

  • Cartão de Cidadão ou título de residência (cópia);
  • Comprovativo de morada com menos de 3 meses (luz, água, telecomunicações ou recibo de renda);
  • Contrato de arrendamento ou caderneta predial;
  • Os 3 últimos recibos de vencimento ou a última declaração de IRS;
  • Seguro de viagem do convidado, com cobertura mínima de 30 000 € (exigência Schengen);
  • Termo de responsabilidade com assinatura reconhecida ou validado pela AIMA, no caso do visto Schengen.

Tom

Escreva factos. Frases como «ficaria muito feliz em recebê-la» ou «é uma pessoa de total confiança» não dizem nada ao consulado. Diga desde quando conhecem, em que contexto e porque é que a visita é agora. Um pormenor concreto (os 70 anos da mãe, a data do casamento, o nome da conferência) torna a carta credível. Assine-a à mão.

Casos particulares

Casamento: junte o comprovativo do processo de casamento. Conte com prazos consulares mais longos, e lembre-se de que um casamento civil em Portugal exige abrir o processo preliminar na conservatória com antecedência.

Tratamento médico: junte o orçamento ou a declaração do hospital, o seguro de saúde internacional com cobertura de despesas médicas e repatriamento (mínimo de 30 000 €, art. 15.º do Código de Vistos) e um relatório do médico no país de origem.

Conferência ou negócios: junte o convite do organizador, o programa e a confirmação de inscrição; para reuniões, os emails ou contratos com as empresas a visitar.

Porque é que os vistos são recusados

  • Dúvidas sobre o regresso: convidado jovem, solteiro, sem emprego estável. Mostre os laços familiares e profissionais no país de origem.
  • Rendimentos curtos do anfitrião para a duração da estadia. Reduza o compromisso ou junte um segundo signatário da família.
  • Datas ou moradas diferentes entre a carta, o termo e o formulário. Compare os três antes de entregar.
  • Documentos em falta ou fora de prazo. Faça uma lista antes de entregar o processo.
  • Permanência irregular anterior no espaço Schengen, difícil de ultrapassar.

Prazos e custos

Um visto Schengen demora, em média, 15 dias, e pode chegar a 60 em casos complexos. Custa 90 € para adultos (valor em vigor desde 11 de junho de 2024). Para os vistos dos EUA e do Reino Unido, confirme a taxa no site oficial antes de pagar, porque muda com frequência. Em Portugal, reconhecer a assinatura do termo de responsabilidade custa cerca de 10 a 30 € num advogado e 15 a 40 € num notário.

Se o visto for recusado

  1. Leia o motivo indicado na decisão.
  2. Recurso hierárquico no consulado, no prazo de 30 dias, com os elementos em falta.
  3. Impugnação judicial: em Portugal, no Tribunal Administrativo de Círculo, no prazo de 3 meses.
  4. Novo pedido, com o processo reforçado, sobretudo quando o motivo foram «dúvidas».

Com o Lettrio

Indique o tipo de visto, os dados do convidado, a relação convosco, o motivo, as datas e quem paga. A carta põe tudo pela ordem que o consulado espera e termina com a lista de documentos a juntar. Assine-a à mão e confirme que as datas coincidem com as do formulário de visto.

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